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A Klinique na Mídia

Dra Karla Fabiana está em constante atualização científica. Aqui podemos visualizar sua participação em artigos publicados, capítulos de livros, exposições e aulas em congressos nacionais e internacionais, relacionados à área endocrinologica.

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Triglicérides sem mistério

Ao fazer exames de sangue, não é raro notar, nos resultados, alterações no índice do colesterol. Mas e esta outra taxa? Saiba o que fazer se ela estiver muito alta

Amaioria das pessoas acredita que os altos índices de colesterol representam o principal risco para o coração. Porém, há outro tipo de gordura que também merece muita atenção: as triglicérides. Elas fornecem energia ao corpo e são a matéria prima para a produção de diversos hormônios – além de ajudar no isolamento térmico e na proteção de diversos órgãos. Entretanto, quando seu índice fica muito alto, o risco de doenças cardiovasculares aumenta. As principais causas deste problema em geral, são predisposição genética e dieta inadequada. “Quem já tem essa tendência, deve tomar muito cuidado com a alimentação e evitar doces, massas, álcool e refrigerante em excesso”, indica Celso Amodeo, cardiologista do Hospital do Coração (SP). Isso porque essa gordura contribui para a produção de placas que podem levar a obstrução dos vasos sanguíneos, uma vez que se prendem às suas paredes. Além disso, a falta de exercícios físicos também pode desencadear alteração nos níveis de triglicérides.

Como diagnosticar?

Para saber se você sofre desse mal, basta seu cardiologista solicitar exames específicos de sangue. Com os resultados em mãos, é possível fazer a análise. “Quando o índice de triglicérides está abaixo de 100 mg/dL (o equivalente a 100 ml por litro de sangue), não é preciso fazer nenhum tipo de tratamento. Já quando se encontra acima dos 200 mg/dL, é altamente necessário", explica José Lima, médico cirurgião cardiovascular (SP). "Vale destacar ainda que, taxas altas de triglicérides também podem causar o acúmulo de gordura no fígado que, por sua vez, gera uma inflamação do órgão e do pâncreas e até cirrose hepática”, conta Karla Fabiana Brasil Gomes, especialista em endocrinologia do Hospital Vitória (SP). Derrame cerebral e infarto do miocárdio também não estão descartados.